| Marco Civil da internet Já! | |
| Artigo publicado no blog de Nelson Pretto*. A situação é grave. O Congresso Nacional está travado por conta da não votação do Marco Civil da Internet
Se você não entendeu ainda a gravidade do problema e do que se trata. Sugiro ler aqui mesmo no Terra Magazine um belo e explicativo texto de Silvio Meira, da Universidade Federal de Pernambuco. Tem muito mais coisa escrita e o site do movimento em defesa do Marco Civil pode ajudar também, ele esta aqui. Alguns vídeos muito legais já foram produzidos sobre o tema e vale uma olhadela: aqui,outro aqui e mais outro aqui que foi uma aulá pública em São Paulo organizada pelo movimento ativista em defesa da internet.
É grave a pressão das operadoras e da grande mídia para derrubar aspectos importantes do Marco Civil da Internet como a garantia da neutralidade da rede e a remoção de conteúdos sem processo judicial.
Na semana passada aconteceu mais um debate na Câmara dos Deputados onde foi apresentado a posição da sociedade civil em defesa liberdade na rede e da garantia de privacidade, que são pedras basilares de uma sociedade que quer ser livre e não presa às determinações das grandes corporações.
Desde agosto do ano passo o relatório do Deputado Alessandro Molón já havia sido apresentado publicamente no II Fórum da Internet no Brasil, que aconteceu aqui em Recife, onde estou neste momento para o XXI Encontro de Pesquisa Educacional do Norte e Nordeste (EPENN).
O que se busca agora é a votação do texto do Deputado Molón que já foi exaustivamente negociado. No entanto, esta semana, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB), anunciou que irá derrotar o relatório do deputado Molón no Plenário e, com isso, buscar assinaturas para reapresentar o texto original, desfigurando-o e, assim, acabando com neutralidade da rede. Venceria desta forma o modelo de negócio em vez da autonomia do país e a liberdade dos internautas, em última instância, a liberdade dos cidadãos brasileiros.
Espera-se que o projeto vá a votação amanhã, dia 12 de novembro.
Nas redes - e quem sabe já já nas ruas! - a mobilização está grande. No twitter a hastag #MarcoCivilJa está sendo usada por vários internautas - e me incluo efusivamente entre eles! - que fazem uma pressão direta sobre os deputados.
O resultados desta pressão está sendo contabilizado e publicada em uma página do movimento Marco Civil, aqui http://marcocivil.org.br/noticias/de-qual-lado-estao-os-deputados-democracia-x-corporacoes/
Também o Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), entre outros, tem atuado de forma intensa e em sua home tem um manifesto conclamando osConsumidores - Internautas a não perderam a chance de aprovar o projeto de lei que defende a liberdade e a privacidade na Internet, cobrando que os deputados sejam #AmigoDoMarcoCivil.
Veja aqui www.idec.org.br/mobilize-se/campanhas/marcocivil e assine a carta aos Deputados que ali está posta.
Reproduzo a seguir a mensagem do IDEC que sintetiza todo o movimento realizado ao longo dos últimos anos na construção do Marco Civil da Internet, "um projeto de todos nós e [que], por isso, deve ser aprovado. Surgindo como uma resposta da sociedade a diversas iniciativas que tentavam restringir direitos e criminalizar grande parte dos usuários na rede, o projeto representa um processo inédito de participação social na elaboração de uma lei. Através das consultas públicas na internet e da realização de diversos seminários e audiências públicas em várias capitais do País, todos os indivíduos e setores puderam contribuir diretamente na construção de seu texto. Isso faz com que o Marco Civil não seja apenas um projeto do Executivo ou do Congresso", mas, concluo eu, um projeto de todos nós, cidadãos brasileiros, e não das grandes corporações.
*Nelson Pretto é professor (e ativista) da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia. Secretário regional da SBPC-Bahia. Membro da Academia de Ciências da Bahia
(Blog de Nelson Pretto)
O marco civil da internet é a manchete do Jornal da Ciência impresso, publicado na sexta-feira, dia 8. O acesso está disponível emhttp://www.jornaldaciencia.org.br/impresso/JC749.pdf
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quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Marco Civil Já!
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Nativos Digitais pelo Mundo
Quantos jovens no mundo são Nativos digitais?
O resultado de uma pesquisa feita por pesquisadores do Georgia Institute of Technology (USA) pela International Telecommunication Union, gerou alguns dados interessantes:
apenas 30% dos Nativos Digitais do mundo estão conectados, sendo que a Coréia tem quase 100%, o Japão fica em 2o. lugar com 99,5%, os EUA com 96% na 6a. posição e o Brasil na modesta 37a. colocação com 10.8% de jovens (entre 14 e 24 anos) plugados na internet. Veja o mapa abaixo:
domingo, 24 de março de 2013
TICs na Educação do Brasil
TICs na Educação do Brasil
O Brasil precisa melhorar a competência dos professores em utilizar as tecnologias de comunicação e informação na educação. A forma como o sistema educacional incorpora as TICs afeta diretamente a diminuição da exclusão digital existente no país.
Vários pontos devem ser levados em conta quando se procura responder a questões como: Como as TICs podem ser utilizadas para acelerar o desenvolvimento em direção à meta de "educação para todos e ao longo da vida"? Como elas podem propiciar melhor equilíbrio entre ampla cobertura e excelência na educação? Como ela podem contribuir para reconciliar universalidade e especificidade local do conhecimento? Como pode a educação preparar os indivíduos e a sociedade de forma a que eles dominem as tecnologias que permeiam crescentemente todos os setores da vida e possam tirar proveito delas?
- Primeiro, as TICs são apenas uma parte de um contínuo desenvolvimento de tecnologias, a começar pelo giz e os livros, todos podendo apoiar e enriquecer a aprendizagem.
- Segundo, as TICs, como qualquer ferramenta, devem ser usadas e adaptadas para servir a fins educacionais.
- Terceiro, várias questões éticas e legais, como as vinculadas à propriedade do conhecimento, ao crescente tratamento da educação como uma mercadoria, à globalização da educação face à diversidade cultural, interferem no amplo uso das TICs na educação.
Fonte: Unesco
